Sobe?

Janeiro 13, 2008 por Abu

Eu a segurei pela cintura prendendo seus braços contra meu corpo e beijei-a do modo mais sensual que pude. Ela até tentou resistir, nada que a segurança das minhas mãos em seu pescoço não resolvesse.

Alguns segundos depois, ofegante, colocou as mãos no meu peito:

- Achei que não fosse se tocar.

- Sou meio lerdo pra essas coisas.

- O garotão ai embaixo não parece tão lerdo.

Virei um pimentão de tão vermelho.

- Desculpe, eu não…

- Relaxe – respirou mais um pouco tentando se recompor. – Deve ser o calor aqui dentro.

- É, o calor faz as coisas… incharem um pouco.

A porta do elevador se abriu. Ela me olhou com cara de quero-mais, mordendo os lábios e descendo as mão bem a baixo do meu peito:

- É o meu andar, tchau-tchau garotão.

Deu uma piscadinha e saiu.

O Labirinto da Subjetividade Feminina

Dezembro 3, 2007 por Abu

Não é de hoje que nós, homens, reclamamos da complexidade no entendimento do universo feminino. De fato, é muito comum dizermos frases como: “Quem entende as mulheres” ou “Homem que entende as mulheres só pode ser amigo gay”. Essas frases têm cabimento dada a histórica insatisfação feminina em certas situações do cotidiano.

Se estão gordas, e dizemos isso, somos insensíveis. Se dizemos que estão… lindas assim e que o amor compensa qualquer imperfeição física; somos mentirosos.

Por mais que neguem, as mulheres utilizam-se dos labirintos de suas indecisões para tornar intransponível o caminho que leva à revelação de suas fraquezas. Assim, torna-se mais fácil manipular o sempre notório comportamento impudico masculino. Sentem-se donas da verdade com plenos direitos de controle sobre o “seu” homem.

Quando querem realizar seus objetivos, sempre recorrem à famosa chantagem emocional. Se não funciona, apelam para o típico charminho e posteriormente para a tão temida provocação da libido masculina. Esta clássica tortura assinalada por movimentos instigadores, lábios espalmados entre os dentes e olhares provocantes, realmente acaba com qualquer resistência masculina, por mais heróica que seja.

Por trás de todo esse joguinho de gato e rato – em que elas pensão ser o gato – está a pura e simples insegurança feminina que se caracteriza pela mania de se esconder em suas cavernas e hipervalorizar sua interioridade. O medo de tornarem-se muito transparentes e conseqüentemente vulneráveis. Por mais que nós, homens de bom coração e ótimas intenções, tentemos aturar alguns caprichos, não podemos permitir que certos limites sejam transpostos.

Um homem de verdade não escolhe uma mulher por simples impulso. É a seletividade masculina. Nós analisamos a presa, calculamos prós e contras, visualizamos outras possibilidades – que são muitas por sinal – e só então tomamos uma decisão. Sendo assim, uma mulher pode ser única – uma vez que as escolhemos de acordo com suas qualidades – mas nunca será o ultimo cálice de vinho sobre a vasta mesa de possibilidades. Outras muito mais brilhantes poderão ser visualizadas, é uma questão de tempo.

As mulheres em sua eterna mania de inferioridade defendem-se tanto que acabam por suprimir ótimas possibilidades de crescimento em uma relação. Esse comportamento causa grande avaria ao equilíbrio universal que rege as relações humanas – assunto que será abordado em outro post.

Acima de tudo, alguns limites devem ser respeitados, pois nós podemos ser pacientes e excessivamente cuidadosos… mas somos homens!

Só falta o cigarrinho!

Novembro 22, 2007 por Abu

Pra não ir direto ao ponto nem fugir à regra vamos começar com aquela velha frase que já deu as caras em pelo menos 90% dos blogs recém criados:

Dizem que a primeira vez é inesquecível…

Pronto!

Agora que matei a vontade de escrever minha primeira frase tosca e manjada, já posso continuar.

Pra alguém que participou ativamente do desenvolvimento da internet, que com criações pioneiras mudou a história dessa rede, até que demorei um bocado pra criar um blog. Na verdade até tive um flog, mas depois da centésima quadragésima terceira foto as poses começam a ficar um pouco… parecidas.

Pois é! O fato é que depois de um período de completa alienação internetícia, um blog até que cai bem. Afinal, um pouco de cultura inútil não faz mal a ninguém. Isso foi uma rima? Dizem que é bom pra praticarmos nossas interações sociais. E assim eu posso até deixar de freqüentar meu psicólogo nas terças e quintas. Talvez até pare de tomar meu regulador psicossomático.